A CIDAS através das vistas curtas do Cabeço
Outorgaram a escritura de constituição da cooperativa, os dez primeiros sócios a saber:
Manuel António Pisco, João Baptista Pico, Adelino Amélia Branco, José Martinho Victória, José António Pico, Luís Pimenta, Augusto Rosa Ferreira, José Maria dos Santos, Amílcar Conceição Pedro e Albino do Carmo Pisco.
Após a 1ª reunião e da eleição da Comissão Instaladora da Associação de Regantes, em Agosto de 1975 e que culmimou na escritrura de constituição da CIDAS - Cooperativa de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola do Souto, em Janeiro de 1976, escritura essa lavrada no 17º Cartório Notarial de Lisboa, na Rua Alexandre Herculano, ali por cima da Pastelaria Coimbra, pelo ajudante de notário e meu amigo, Mário Valente Guerreiro, [ os notários por Abrantes e Sardoal não podiam, nem queriam escriturar estatutos de cooperativas... tivémos que recorrer a um notário de Lisboa...!] os autarcas municipais chefiados pelo presidente da Comissão Administrativa, Engº Bioucas e toda a equipa administrativa que "despachava" na Câmara Municipal de Abrantes nada disseram quanto aos apoios à iniciativa genuninamente popular operada pelas gentes do Souto.
O 25 de Abril, pelo menos em Abrantes mostrou que só algumas moscas é que mudaram... para aproveitar o célebre argumento do deputado do velho Parlamento, Brito Camacho.
A Albufeira do Castelo de Bode já levava um quarto de século a "secar" as terras altas do Norte do concelho, sem que ninguém acudisse àquelas gente e lhe devolvessem, ao menos, um depósito com água para consumos domésticos. Uma ínfima parcela dos milhões de m3 de água armazenados à conta das encostas e vales que a norte da EN 358 corriam para a albufeira, onde preimeiro a Hidro e depois a EDP, ultimamente a par da EPAL estabeleceram uma parceria de milhões, sem que a "herdeira" do que o Engº Bioucas e do que este largou nas mãos do ex-prof. Nelson, num rebate de consciência consinta que uns míseros milhares de euros possam ser pedidos às Águas de Portugal/ EPAL, para que haja um Posto de Bombeiros, em metade do ano, na Escola do Souto, há muito encerrada.
E tudo ficaria no "segredo do Cabeço", mal alinhada num livro sobre "o Souto", cuja credibilidade factual se ilustrava bem, nesse resumo de página e meia, sobre a CIDAS, onde nem faltava a alusão barata e tonta ao MFA. O que contei sobre a CIDAS, que "vivi" desde os primeiros momentos, já deu bem para perceber a quem interessava que nada se dissesse de verdadeiro e sério. A CIDAS criou-se diante da mais completa indiferença do Poder Local que emergiu em 1974. Um Poder Local assente na genese mais jacobina e labrega, como se o "Maneta" ainda mandasse no "Cabeço".
Porra, nem a CIDAS nos queriam dar...!
O Engº Bioucas como contarei mais adiante, até a queria "INDEFERIR", numa "obediência" bacoca, face aos argumentos tecnocratas do seu chefe do que se dizia ser o Departamento de Urbanismo, que prosseguia em 1976, uma política de "mordaça" salazarenta. Se eu não fosse um teimoso, tê-la-ia indeferido. Eu com a minha obstinação, teimei e fiz ir para a frente a obra de irrigação do Souto. Uma obra que depois teve continuidade em Bioucas, na Aldeia de Mato e na Carreira de Mato, tendo por base os Estatutos que elaborei e ofereci graciosamente, a todas essas cooperativas.
Não estou a querer "cobrar" NADA! Estou só a lembrar, para que não surjam mais tarde alguns oportunistas, a quererem "reescrever" outra "história"...
Dá que pensar no nosso "custo de oportunidade", um termo que na ciência económica consiste em demonstrar que não soubemos tirar partido de todas as riquezas quie estiveram ao nosso alcance.
Com efeito, a Barragem do Castelo de Bode foi "entregue" a um bando de irresponsáveis, porque a complacência dos nossos autarcas e a sua mediocridade nunca deixou que se olhasse para a riqueza desse lago, que se espraiava por esses 70 kms de extensão da generosa albufeira.
Referira-se uma excepção em Janeiro de 1990, com a intencional e certeira iniciação da captação das águas para a rede pública, que começaram no Colmeal das Fontes, para o depósito na cota 300, junto à Igreja das Fontes e ao Miradouro, por sinal o ponto mais elevado em todos os 713 km2 da área municipal de Abrantes, obra essa planeada por iniciativa do presidente Dr. Humberto Lopes e do presidente dos SMA, e vice-presidente da câmara, Sr. António Roseiro.
Não estou a querer "cobrar" NADA! Estou só a lembrar, para que não surjam mais tarde alguns oportunistas, a quererem "reescrever" outra "história"...
Dá que pensar no nosso "custo de oportunidade", um termo que na ciência económica consiste em demonstrar que não soubemos tirar partido de todas as riquezas quie estiveram ao nosso alcance.
Com efeito, a Barragem do Castelo de Bode foi "entregue" a um bando de irresponsáveis, porque a complacência dos nossos autarcas e a sua mediocridade nunca deixou que se olhasse para a riqueza desse lago, que se espraiava por esses 70 kms de extensão da generosa albufeira.
Referira-se uma excepção em Janeiro de 1990, com a intencional e certeira iniciação da captação das águas para a rede pública, que começaram no Colmeal das Fontes, para o depósito na cota 300, junto à Igreja das Fontes e ao Miradouro, por sinal o ponto mais elevado em todos os 713 km2 da área municipal de Abrantes, obra essa planeada por iniciativa do presidente Dr. Humberto Lopes e do presidente dos SMA, e vice-presidente da câmara, Sr. António Roseiro.
O "corte" de água às Fontes, ao Souto e a Carvalhal está para breve...
O ex-prof. Nelson e o outro ex-prof. Pina da Costa "empataram" as coisas mais dez anos e optaram pela Cabeça Gorda à cota altimétrica de apenas 240 metros, o que mais parecia querer deixar, as Fontes (cota 300), o Carvalhal (cota 275/280) e o Souto cota 270 mais afastados da água da Cabeça Gorda...
Dirão alguns que cada um dessas três freguesias têm hoje água boa vinda de três outras captações. Com a "desertificação" a sustentabilidade dessas três unidades está à partida condenada. Não tarda que fique mais barato ir buscar a água para essas três freguesias à Cabeça Gorda, do que manter - ou fingir manter - os três sistemas de tratamento dessas águas em separado.
Um dia destes iremos ouvir falar dessas dificuldades e lá teremos as freguesias das Fontes, do Carvalhal e do Souto sem água potável. NUnca será de mais lembrar que o plano da parceria SMA/Abrantáqua só vem falando no prolongamento do abastecimento via Cabeça Gorda, para sul do concelho.
Isto é só para colocar a nu mais um planeamento canhestro do ex-prof. Pina e da Abrantáqua.
