Relembrando a Argentina com as mulheres a baterem com tachos e panelas:
«No início dos anos 90, a Argentina decidiu ligar a sua moeda – o peso – ao dólar através de uma relação de paridade – uma política conhecida por peg e que, para todos os efeitos práticos, era equivalente à existência de uma moeda única entre os dois países. Não possuindo os níveis de produtividade americanos, aquilo que sucedeu à Argentina nos anos seguintes foi o mesmo que sucedeu a Portugal com referência aos países mais produtivos da zona Euro, como a Alemanha: um défice externo permanente, dinheiro que saía todos os anos do país para pagar esse défice, o recurso inicial ao crédito para o fazer, até que o crédito começou a escassear. Nessa altura o dinheiro começou a faltar no país, enquanto os argentinos apertavam o cinto e o desemprego aumentava, e até os bancos ameaçavam falência. As manifestações de rua sucederam-se e os governos foram contestados.
Até que, à beira do caos económico, social e político, a Argentina decidiu acabar com a política do peg. O peso caiu 30% face ao dólar, mas o emprego começou a subir imeditamente, primeiro nas indústrias exportadoras e nas de substituição de importações. Os rendimentos voltaram a aumentar, embora acompanhados de alguma inflação (cerca de 9%, em média, nos últimos cinco anos). Hoje, a economia argentina, que antes estava paralisada como a portuguesa, cresce a uma robusta taxa de 10% ao ano. Nenhuma catástrofe o abandono do peg. Antes, a salvação.
(Publicado no jornal A Ordem, Dezembro 2011)»
O Plano Nacional de Barragens pode colocar em campo as construções das oito barragens que faltam para completar as DEZ anunciadas por Socrates/Mexia.
O aumento entre 27 % e 40 % do nosso potencial hidroeléctrico pode trazermos nova e robusta competitividade produtiva.
No Turismo, janela para onde também se estão a virar os investimentos chineses pode vir a trazer-nos outras potencialidades. E nós por Abrantes, ainda não percebemos como o Alentejo pós Alqueiva, se alcandorou no maior destino turístico neste Fim de Ano, com 100% de taxa de ocupação. Porque os media locais e as elites medíocres e rapinadoras só pensam em verter betão e facturas com trabalhos adicionais por todas as merdas de obras que mais ninguém aceita.
Edifícios Milho, permuta com o 2º piso do Palácio Falcão, que ainda ninguém explicou a razão dessa compra no início dos mandatos do Nelson de "parceria" com a Nersant, para agora ter revertido numa permuta fabulosa para a dita associação de meia dúzia...
Claro, os tribunais andam atolhados, mas um dia tudo isso vai ser passado a pente fino. Em 2013, as autárquicas já terão que ser diferentes, embora com muitos "travestis políticos" à mistura. Daqueles que irão jurar nunca terem estado com a "herdeira" de Nelson...
E na "fogueira" lá vão estar a herdeira e a amiga, a tal que vem emprestando o nome para que o PS local ainda possa ser reconhecido como uma associação com corpo directivo e presidenta...
Leiam a história deste país ( pelo menos desde a Revolução Liberal...) e não terão mais que ficarem surpreendidos...