Só mesmo num país destes, é que se pode conceber uma situação tão absurda e aberrante, de uma autarquia poder continuar como instituição público administrativa, quando na mesma não páram de se praticar actos de gestão duvidosa e quiçá, de gestão danosa.
"Doaram-se" 22.000 m2 de terrenos municipais a uma "Clínica Ofélia" que ninguém sabe o como e o porquê de tamanha "generosidade".
" Doaram-se" 10 mil m2 de terrenos de um Campo de Futebol em plena avenida principal da entrada da cidade, com vista a instalar um hotel e um conjunto de 21 apartamentos e espaço comercial em anexo, sem que nunca mais tenha aparecido o hoteleiro para tomar conta da doação.
" Doaram-se" por um décimo do preço da compra de uma herdade de 80 hectares, compra essa efectuada pela autarquia para satisfazer o "pedido" expresso do primeiro investidor que apareceu a dizer que ia buscar todos os dias dezenas de carradas de areia à Galiza, para fabricar painéis solares no Pego.
" Voaram" 800 mil euros para pagar um projecto de um Museu que visava recolher um valiosa colecção, sem que mais ninguém desde há três anos tenha posto mais a vista em cima dessa colecção.
" Voaram" mais um milhão para obras de um Mercado Novo, fora as compras de dois espaços comerciais na Rua da Conceição e no Edifício S. Domingos - compras essas que devem ter encantado os construtores já sem esperança de algum dia virem a transaccionar esses imóveis, - deixando-se o antigo mercado, com melhor localização e maior espaço disponível, sem solução à vista, tudo porque a ASAE encerrou o dito exigindo obras que o dignificassem para as funções em causa.
" Voaram" mais 875 mil euros para a "compra" do Edifício Milho, a uma empresa muito ligada às obras municipais, num espaço em "pau de foguete" pouco funcional e sem acessos de carro à porta.
Dizem que a troika é muito rigorosa e exigente. Será mesmo como dizem?!
Disse o ministro das Finaças esta semana, de que não poderia garantir o défice acordado com a troika em 2012, sem aumentar mais impostos.
No meio de tudo isto, começo a ficar cada vez mais convencido de que Portugal vai mesmo sair do euro, com avisadamente, o Sr. Soares dos Santos do Pingo Doce acreditou. A transferência da sede da sua empresa para a Holanda está mais que justificada. Como justificado ficou o motivo da sua desistência no investimento na Ucrânia: o Pingo Doce não entra em mercados corruptos!
Ora, o facto do patrão do Pingo Doce declarar que não entra em mercados corruptos, mais adensa o mistério, da verdadeira razão de ter nesta altura saído de Portugal.
Ouvi por aí a oposição a reclamar que a Câmara devia exigir a reversão da posse da herdade do Casal Curtido. Como se a Câmara tivesse dinheiro para reembolsar os fornecedores que já lançaram mão de penhoras ao terreno e às obras feitas e por fazer.
Se a Câmara não conseguiu rentabilizar o edifício do Mercado Diário, localizado no centro da cidade, para que queria a oposição obrigar a Câmara a tomar a posse de uma herdade cheia de pavilhões por acabar de construir, quando não há notícia de novas fábricas interessadas em se instalarem no concelho...
Como no Pego há um Rancho de Folclore, talvez a aposta da Câmara e da oposição do PSD possa coincidir em mais um projecto cultural para a terra. Como eu invejo o patrão do Pingo Doce...
Aliás, para sermos mais sinceros: todos nós portugueses, o invejamos!
Ouvi por aí a oposição a reclamar que a Câmara devia exigir a reversão da posse da herdade do Casal Curtido. Como se a Câmara tivesse dinheiro para reembolsar os fornecedores que já lançaram mão de penhoras ao terreno e às obras feitas e por fazer.
Se a Câmara não conseguiu rentabilizar o edifício do Mercado Diário, localizado no centro da cidade, para que queria a oposição obrigar a Câmara a tomar a posse de uma herdade cheia de pavilhões por acabar de construir, quando não há notícia de novas fábricas interessadas em se instalarem no concelho...
Como no Pego há um Rancho de Folclore, talvez a aposta da Câmara e da oposição do PSD possa coincidir em mais um projecto cultural para a terra. Como eu invejo o patrão do Pingo Doce...
Aliás, para sermos mais sinceros: todos nós portugueses, o invejamos!