Com uma população municipal tendencial e maioritariamente idosa que julga perder o Posto Médico, e nunca ter lugar no Lar da 3ª Idade, ou no ATL dos reformados, nem receber o auxíulio da Acção Social municipal, cujo mandante é o edil municipal , é certo e sabido, que bastará sempre amedrontar esses idosos, com "esses papões" muito bem manipulados nas informações mais tendenciosas dos "media", para qualquer autarquia municipal que se diz democrática, não passar de uma mera oligarquia tirana.
Imaginem agora, que o "adn" administrativo desse município sempre foi dominado pela elite militar. E que o autarca mais tempo no poder municipal, nos últimos cem anos, até foi um major, logo seguido pela elite de médicos, para médicos e professores locais, fácil será de concluir, que a cidadania pura e livre, nunca pertenceu a esse concelho.
Tudo ficou nas mãos da disciplina militar ou corporativa, onde o que conta é a fidelidade e a bajulação ao chefe. A complacência é a regra de sobrevivência.
O que subsistiu sempre foi uma oligarquia elitista, jacobina e enredada em múltiplos interesses comesinhos e em nada vocacionada para servir o bem público. Basta ver que ninguém há muito discute competências e valores de desenvolvimento colectivo.
Todos procuram criticar as nomeações e novas admissões do pessoal municipal, sem contudo surgir de qualquer dos autarcas municipais o mais leve desejo de admitir pessoal para os fazer avançar pelas freguesias fora a dialogarem com os fregueses, sobre as melhores benfeitorias a operar nas suas terras. E a fazerem sentir no espírito dos fregueses, a importância e o significado do prestimoso trabalho dos funcionários e técnicos municipais, em benefício das populações que os sustentam. Ninguém quer saber de ninguém. Que venha o ordenado certinho ao fim do mês e se possível com gratificados...
Não há um técnico municipal que avance para o terreno e que questione uma rua estreita, uma curva demasiado apertada e apresente alterações interessantes e motivadoras para a vivência local. Um arquitecto ou um engenheiro já não fazem um desenho sequer, para apresentarem uma alternativa técnica valiosa. Ficam sentados à secretária a olharem para os mesmos processos meses e meses.
Todos os autarcas consideram que o pessoal admitido não tem que ter perfil para servir os fregueses, bastando apenas manter-se muito quietinho nos seus lugares a acenar com a cabeça a tudo quanto o edil impõe. E a "indeferir" cegamente os requerimentos ou a protelar os despachos nas prateleiras.
Mais: todos os autarcas no poder ou na oposição, não sentem a mínima necessidade de demonstrarem capacidades ímpares para o desenvolvimento da terra, nem os eleitores já querem saber de promessas que todos sabem que nunca irão ser cumpridas.
E como uns tantos eleitores que precisam de médico e de escola para os filhos chegam para formar uma "maioria" dentro do magro e desqualificado quadro eleitoral, qualquer autarca sabe como perpetuar-se no poder.
Não importam mais, quer as verdadeiras capacidades, quer os melhores perfis de competência.
Se este "modelo medíocre " de poder autárquico prosseguir para lá de 2013, é certo e sabido, que os eleitos desse ano serão ainda mais incompetentes, do que os que lá estão agora e piores do que os que antecederam os actuais autarcas. E isto, tanto vale para os eleitos da maioria, como para os eleitos da dita oposição.