Os vereadores do PSD têm vindo a posicionar-se da forma mais atabalhoada que era possível imaginar-se, conduzindo forçosamente, o grosso do eleitorado responsável do centro direita e do centro esquerda, para o repúdio às próximas eleições autárquicas.
No caso dos financiamentos aos media locais assumem uma postura incongruente. Repugnante!
Como é que um jurista pode sustentar ao mesmo tempo, que a matéria desse financiamento é merecedora da intervenção do Ministério Público e da Inspecção Geral da Administração Local, para logo de seguida passar uma esponja sobre todas as "irregularidades e ilicítudes" - como as classifica, na sua aburda proposta - caso, as "verbas doadas" às rádios passasem a ser distribuídas generosamente pela mais vergonhosa equidade, entre a Rádio Tágide e a Rádio Antena Livre?!
Como se o dinheiro dos nossos impostos não merecessem um encaminhamento e uma aplicação mais dignos e mais altruístas, visando o campo social em socorro de tantas situações de miséria, de fome e de falta de cuidados médicos e medicamentosos. Vergonhosamente, os vereadores do PSD apelam à equidade, nas doações espúreas e comesinhas, convencidos de que é esse o seu dever como eleitos municipais.
Como se o dinheiro dos nossos impostos não merecessem um encaminhamento e uma aplicação mais dignos e mais altruístas, visando o campo social em socorro de tantas situações de miséria, de fome e de falta de cuidados médicos e medicamentosos. Vergonhosamente, os vereadores do PSD apelam à equidade, nas doações espúreas e comesinhas, convencidos de que é esse o seu dever como eleitos municipais.
Como se os abrantinos fossem uns parvalhões ignorantes, que não tivessem a capacidade de distinguir que não é a distribuição equitativa entre as duas rádios locais, que iria limpar a "ilicítude e as irregularidades" desses "pagamentos de favor".
Pagamentos "de favor" - que pelo menos a administração de um deles, declarou que não fez orçamento ou apresentou facturação que justificasse semelhantes pagamentos.
Então, o pagamento é exactamente, sobre o quê?!
Como é que dois licenciados e professores conseguiram chegar a esses entendimentos tão fracos?!
Então, o pagamento é exactamente, sobre o quê?!
Como é que dois licenciados e professores conseguiram chegar a esses entendimentos tão fracos?!
Esses dois orgãos de comunicação social querem-se independentes do poder autárquico, e principalmente, capazes de zelar por uma informação digna, isenta e livre de quaisquer condicionamentos da tutela autárquica, que lhes paga, não se sabe muito bem o quê e porquê.
Com a declaração de voto e as propostas que os vereadores do PSD vêm apresentando, especialmente, com este caso em concreto - e pelos vistos, já deixaram cair a "ajuda" ao "Jornal de Alferrarede", que antes tanto defenderam, como se fosse missão dos vereadores, defender os media locais - já toda a gente percebeu que entre o PS e o PSD, em matéria de governação local, dão bem uns para os outros.
Claro está, que logo de seguida surgiu um tonto do blog dos "herdeiros dos franceses" a dar como boa a prestação dos vereadores do PSD. E vindo o elogio desses idiotas, facilmente se percebe, que não abona mesmo nada a favor dos vereadores do PSD. Só os compromete e enterra ainda mais.
Se houvesse um pingo de responsabilidade na direcção concelhia do PSD, esta situação há muito que teria terminado. Mas quanto se sabe, o principal partido do Governo do país não tem dirigentes à altura das responsabilidades, por Abrantes. E por falar no principal partido do governo, convenhamos que o CDS local desde Julho, tanto quanto se sabe, tem estado muito entretido com a plantação de alfaces nas redondezas das grandes superfícies comerciais, e deixou desde esse mesmo mês, o blog da concelhia, com um post dedicado aos cuidados terminais de saúde, que mais parece uma brincadeira de mau gosto, quando o post anterior fazia um convite à participação dos militantes numa reunião na nova sede, cujos resultados ninguém mais se achou no dever de os relatar e de os divulgar.
Aliás, os dirigentes concelhios do CDS eleitos há dois anos, têm pugnado por um distanciamento em relação aos temas da agenda local, que roçou o desprezo, senão mesmo, a omissão mais abjecta e medíocre que uma concelhia partidária poderia tomar em mãos, com um silêncio imbecil revelador da mais completa impreparação e ignorância política para o desempenho dos cargos que tanto ambicionaram.
Essa gente que tem estado nas concelhias dos dois partidos do governo, numa coisa estão a ter sucesso: conseguiram mostrar-se mais medíocres que a própria mediocridade socialista, em fim de ciclo político.