" Bem prega Frei Tomás".
Não tem faltado por Abrantes, exemplos de bons "tubuccianos", sempre prontos a verberar injúrias sobre esta ou aquela construção susceptível de ensombrar ou esconder este ou aquele quarteirão histórico da cidade.
Este depósito pode estar feio, mas fez um jeitão do caralho!!!
Disse caralho propositadamente, porque há por Abrantes uns paneleirões que
sabendo desse caralho, já irão gostar mais da coisa...
E como não encontraram qualquer prédio construído por mim, no centro histórico, a saga jacobina fá-los intentar contra este depósito aéreo que o Engº Bioucas e o Engº Serafim pretendiam não deixar erguer, porque queriam submeter a população do Soutpo a mais dez anos sem água - de 1975 a 1985 - como se não lhes bastasse já o sofrimento do Souto, desde 1951 com uma grande parcela de terras submersas e sem uma pinga de água no planalto habitacional.
Este depósito não contou com um único euro do QREN. Nem nenhum subsídio municipal. O projecto poderia ter vindo de uma qualquer cópia cedida pelos SMA, pois havia modelos em todo o concelho capazes de evitarem mais custos aos 250 associados daquela cooperativa agrícola soutense.
Uma Câmara Municipal - amiga dos cidadãos - há muito que devia ter nos seus Serviços um Gabinete para acudir a estas necessidades dos fregueses e municípes, antes de se colocar a exigir projectos e mais projectos, para castigo dos pobres cidadãos.
Só que as Câmaras estão repletas de arquitectos e engenheiros com ateliers cá fora, sempre ávidos de facturação em projectos de obras na terra. E para vincarem mesmo a necessidade dos interessados em irem ao beija-mão dos projectistas amigos dos técnicos municipais, nunca os prazos normais de deferimento e licenciamento alguma vez foram cumpridos, nos prazos legais dos 30, 45 ou 60 dias, após a entrega na secretaria municipal. Passa-se em Abrantes e em quase todos os municípios.
Se quiserem despacho em menos de um ano, só se forem bater ao postigo certo!
Caso contrário, esperem - e desesperem! - quatro a oito anos, mais umas alcavalas por fora.
Este depósito acabou por ver iniciada a construção, ainda antes da aprovação final. Tinha um engenheiro de Lisboa como responsável técnico e co-autor do projecto. Naquele tempo, era o "povo é quem mais ordena!"
O armazém que se vê na base foi construído cinco anos depois. Não sei quem é que o desenhou ou aprovou. Apareceu feito. Era para ser feito em redondo em base mais larga do que o diâmetro do depósito superior. Todavia, como fosse preciso dar entrada para as terras de um proprietário contíguo, terá acabado só implantado a uma ponta.
Mas esse é um problema menor. Bem pior foi aquele arquitecto "tubucci" que na remodelação da sua casa junto ao Castelo viu aprovado pelo presidente Nelson uma alteração substancial no seu prédio. Puxou a fachada para cima e onde se viam duas fiadas de janelas passámos a ver três fiadas de janelas. E como os fiscais nunca medem as cérceas, tudo o que ficava abaixo do beirado estava legal. É para isso que se fazem projectos entre amigos...cá fora e lá dentro das câmaras...
Se o fotógrafo da foto abaixo se virasse de costas a foto iria mostrar o "milagre Tubucci": o oportunismo jacobino desses papagaios bem falantes, que nos andam para aí a falar de defesa do Património e quando lhes toca a eles, vai de racha pessegueiro, a fazerem essas porcarias como o mais jagunço dos jagunços especuladores.
Assentar o Poder Local, neste compadrio miserável e corrupto é cavar a sepultura da Defesa do Património e criar as bases para todos os atropelos.
O Poder Local com estes compadrios, com grupos partidários organizados em casulos, com interesses comuns ou cruzados entre si, só pode dar no que todos sabemos.
Não foi por acaso que na minha candidatura não tinha nenhum empreiteiro ou urbanizador apoiante...!!! Um dia a história far-me-á justiça. Claro está que os jacobinos nunca o fariam... Eles são pagos para outras porcarias...!
Não foi por acaso que na minha candidatura não tinha nenhum empreiteiro ou urbanizador apoiante...!!! Um dia a história far-me-á justiça. Claro está que os jacobinos nunca o fariam... Eles são pagos para outras porcarias...!
Vejam bem como o Nelson foi "generoso" com esses "tabuccis". Consentiu num piso a mais, ali mesmo nas barbas das muralhas do Castelo...
Tivesse o Nelson repartido o milhão de euros com os "tabuccis" e nunca teria tido contestação alguma à "sua obra" do MIAA. Fossem os pavilhões do Barão Vermelho desenhado pelos "tubuccis" e a coisa fiava doutro modo...
Estão a ver os interesses que se escondem atrás da capa da defesa do Património ou da defesa ambiental ou de outras tretas que servem para enganar os tolos, não estão?!
Enquanto as câmaras municipais tiverem tantos amigos pelos corredores a tropeçarem uns nos outros, ninguém vai preso e todos os casos irão prescrevendo...
Admitir que este tipo de Poder Local poderia ajudar as terras é pura demagogia. Os homens da troika não se cansam de exigir maior transparência e maior concorrência nos licenciamentos... Ora a troika sabe bem, o compadrio que grassa pelas autarquias.
Se um freguês mete um requerimento, não se pode de esquecer antes de "falar" ao ouvido do presidente da junta. E este - salvo honrosas excepções, bem entendido - irá fazer valer a sua influência de "angariador de votos" para os autarcas municipais e cobrar-lhes a maquia, seja lá no que fôr, porque há muita moeda de troca a circular. Mas sem se esquecer que os autarcas também comem todos os dias. E de que maneira.
PRONTOS: os cidadãos "pagam" a despesa toda, que nem trouxas!
Digam lá se este Poder Local não é bom?!
Claro que é bom... pelo menos, para alguns...!
Enquanto as câmaras municipais tiverem tantos amigos pelos corredores a tropeçarem uns nos outros, ninguém vai preso e todos os casos irão prescrevendo...
Admitir que este tipo de Poder Local poderia ajudar as terras é pura demagogia. Os homens da troika não se cansam de exigir maior transparência e maior concorrência nos licenciamentos... Ora a troika sabe bem, o compadrio que grassa pelas autarquias.
Se um freguês mete um requerimento, não se pode de esquecer antes de "falar" ao ouvido do presidente da junta. E este - salvo honrosas excepções, bem entendido - irá fazer valer a sua influência de "angariador de votos" para os autarcas municipais e cobrar-lhes a maquia, seja lá no que fôr, porque há muita moeda de troca a circular. Mas sem se esquecer que os autarcas também comem todos os dias. E de que maneira.
PRONTOS: os cidadãos "pagam" a despesa toda, que nem trouxas!
Digam lá se este Poder Local não é bom?!
Claro que é bom... pelo menos, para alguns...!

