O erro dos abrantinos no 25 de Abril foi não terem tido discernimento e maturidade política suficiente para deixarem ficar o Prof. Esteves Pereira na Câmara Municipal.
Vejamos a escolha imediata: Dr. Semedo, sem qualquer curriculum ou perfil para o cargo.
Resultado: a sua substituição poucos meses depois pelo Engº Bioucas.
O Engº Bioucas que no seu terceiro mandato ( 1982 a 1985) já estava em queda livre, trazendo consigo, Alves Jana e Gomes Mor - este em vice-presidente, depois de uma passagem desastrosa pela Metalúrgica Duarte Ferreira.
Alves Jana acabaria por ter estado na origem da "importação" do colega beirão, professor de Filosofia para vir cair em Abrantes: Nelson de Carvalho.
O Engº Bioucas ainda há dias se gabava de ter trazido para o Pego, a Central fazendo menção dos IRC que esta terá dado ao concelho.
Por acaso, por má memória, ninguém lhe lembrou os 2,5 milhões de contos - 12,5 milhões de euros - ao preço de 1986 devidos pela isenção da sisa, que assim deixou de entrar nos cofres municipais.
Quando mais se temia pela desertificação das freguesias rurais, não se preparou o desenvolvimento de actividades turísticas que pudessem minorar ou inverter essa tendência. Quando a Norte havia uma albufeira com mais de 60 km de margens ribeirinhas dentro do espaço do concelho de Abrantes.
Desgraçadamente, nem uma estrada se preparou do coração da cidade apontada para o centro dessa Albufeira - no caso, Encosta da Barata, Samarra Centro, S. Lourenço, Paúl, Vale da Cerejeira, E.N. 358, bastando para tal substituir o traçado antigo de terra batida, pela via alcatroada em sete ou oito quilómetros.
A estrada de Vilelas, para a fábrica da Tupperware ficar mais perto de Tomar, foi uma burrice de todo o tamanho, que temos que agradecer ao Engº Bioucas e ao seu vice, Gomes Mor.
Abrantes ficou mais distante de tudo e de todos. Quanto nos custou, - e continua a custar - esse erro?
Abrantes ficou mais distante de tudo e de todos. Quanto nos custou, - e continua a custar - esse erro?
O consulado do Dr. Humberto Lopes só serviu para duas coisas em Abrantes:
1º - demonstrar como à direita do Engº Bioucas, só existiu uma hipótese credível, arrojada como a que eu defendi com a direcção concelhia do CDS, ( presidida pelo Dr. Manuel Mesquitela) logo em 1982: a recondução do Prof. Esteves Pereira;
2º - que o PSD em Abrantes é seguramente em todo o país, o melhor exemplo da aposta alternativa mais semelhante, nos erros e nos vícios, ao PS.
1º - demonstrar como à direita do Engº Bioucas, só existiu uma hipótese credível, arrojada como a que eu defendi com a direcção concelhia do CDS, ( presidida pelo Dr. Manuel Mesquitela) logo em 1982: a recondução do Prof. Esteves Pereira;
2º - que o PSD em Abrantes é seguramente em todo o país, o melhor exemplo da aposta alternativa mais semelhante, nos erros e nos vícios, ao PS.
Mas os tempos eram de folclore cultural, com Alves Jana nas escolas a saltar para cima da secretária, para impressionar os alunos. Vários alunos já deram testemunho desse episódio de pura demagogia e de mero " folclore cultural". E os miúdos acabaram mesmo entusiasmados com a brincadeira. Nada de fazer voltar o Prof. Esteves Pereira. Isso era entendido como uma "regressão histórica". O que estava a dar, eram as macacadas!
Em 2013, talvez ainda não haja tempo para as pessoas interiorizarem totalmente, as consequências terríveis que nos caíram em cima com este modelo autárquico. Receio bem, que outros Alves Janas, outros Gomes Mór, outros arquitectos e muitos empresários semi-falidos sonhem com um D. Sebastião.
Concorrentes a "D. Sebastião" não faltam por aí. E pessoal dos partidos prontos a pegarem nas bandeiras também não. Lobos vestidos com pele de cordeiro, estão àvidos de matarem a fome, que eles próprios criaram ou ajudaram a semear.
Este modelo autárquico de propor sapateiros com licenciados meio sapateiros, não nos irá levar a bom porto. E por esse preço tão elevado, mil alternativas há com menores custos. Não restam dúvidas!
Este modelo autárquico de propor sapateiros com licenciados meio sapateiros, não nos irá levar a bom porto. E por esse preço tão elevado, mil alternativas há com menores custos. Não restam dúvidas!

