«Quando nos mantemos neutrais numa situação de injustiça,
escolhemos o lado do opressor. Se um elefante tem a pata sobre
a cauda de um rato, o rato não vai apreciar a nossa neutralidade.»
Desmond Tutu
(arcebispo sul-africanoe Prémio Nobel da Paz)
«Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.»
Max Webber
Estes dois pesamentos surgiram publicados no blog "Rexistir" e serão das poucas coisas que terei apreciado nesse blog, para além do agendamrento do Posto de Bombeiros numa das freguesias do Norte do concelho de Abrantes - não queria esquecer essa proposta no "Rexistir" que como lá veio referido, foi sugestão minha no Conselho Municipal de Segurança.
Isto vem a propósito de um leitor do PicoZêzerAbt, que não gosta que se saiba publicamente que vem cá todos os dias, para ler e recolher ensinamentos. Prefere confessá-lo em privado, para parecer manter-se "neutral".
Valha a verdade, que não me interessa o seu apoio para coisa alguma. Basta-me a consciência de que o que escrevo e tenho escrito são coisas que têm a sua razão de ser e precisavam ser ditas por uma questão de superior cidadania, de respeito pela democracia e principalmente, por questões que me são muito caras, tais como: frontalidade, isenção, amor à verdade e LIBERDADE de EXPRESSÃO!
Quando alguém me diz, com ar de pessoa importante, justa e democrática, para não usar o seu espaço de blog ou do facebook com este ou aquele comentário, esse alguém, - e não têm sido assim tão poucos como isso, infelizmente! - pode estar a expressar uma opinião de desagrado, mas isso não lhe dá o direito de negar ao outro o direito a manifestar-se com opinião contrária.
Sei que me vão dizer de que fechei ao fim de dois ou três anos, de espaço aberto sem limitações de comentários, - é bom não se esquecerem disso e das calúnias sistemáticas que se berraram muito por este blog, até verem se me cansavavam, desmotivavam, e quiçá me "abatiam" e os deixava "libertos" para as tiranias, que com grande antecedência fui conseguindo alertar os municípes.
A última observação recebida, a que me refiro, foi de alguém que é parte interessada nos serviços públicos e quiçá lhe deve favores, e sobre quem eu fiz a minha crítica livre, isenta, assertiva e inteligente.
Se ele queria ficar "neutral" e mostrar isenção e respeito pela liberdade de expressão só tinha que ficar em silêncio. Mas não! Ele não conhecia o pensamento do Bispo Desmond Tutu e muito menos o mestre de ciência política Max Webber, - este último, que eu me habituei a ler, depois de ter andado pela Faculdade de Direito de Lisboa, a estudar à noite - e nem cuidou de perceber, que os outros se aperceberiam logo, que a sua "neutralidade" trazia um recado de "amiguismo", hipocrisia e sectarismo grosseiro: essencialmente, concentrava em si o poder tirânico de quem expelia uma clara censura ao meu direito inalienável da minha própria liberdade de expressão!
Seria tão estúpido criticar-me naquela hora, como seria estúpido eu ter cortado relações com ele, só porque ele tece no seu facebook, muitas piadas ( algumas de mau gosto) sobre a má carreira futebolística do meu Sporting Clube de Portugal.
Isto já para não falar da sua crítica menos assertiva: "deixem-se de obras de fachada, paguem antes aos fornecedores", referindo-se às obras feitas pela câmara onde mora.
É que fico sem perceber, - e muitos mais o terão pensado - se as dívidas aos fornecedores municipais, não serão precisamente e em maior monta, as dívidas a esses mesmos fornecedores das ditas obras de fachada, por natureza as que consomem mais verbas ao erário público municipal?!
Quid Juris?