NUNCA VI, UMA TERRA ASSIM!
E veja-se a iliteracia dessa gente, como neste discurso de um recém chegado que chegou-se à Distrital para dar ares de personalidade com peso na vida pública, da cidadania e do desenvolvimento económico e social de um distrito, que nem ele próprio sabe onde ficam os concelhos, quanto mais os munícipes.
Para este tipo de pessoas, é o vale tudo. Julgam que bastam despejarem umas tantas palavras estudadas com a astúcia de quem negoceia gado à porta de uma feira, para recolherem logo os louros de pessoas importantes e consideradas no meio.
Reparem na frase: "Este país chegou a este estado porque as pessoas sérias, honestas e capazes não participaram activamente, nas decisões do País."
E veja-se a iliteracia dessa gente, como neste discurso de um recém chegado que chegou-se à Distrital para dar ares de personalidade com peso na vida pública, da cidadania e do desenvolvimento económico e social de um distrito, que nem ele próprio sabe onde ficam os concelhos, quanto mais os munícipes.
Para este tipo de pessoas, é o vale tudo. Julgam que bastam despejarem umas tantas palavras estudadas com a astúcia de quem negoceia gado à porta de uma feira, para recolherem logo os louros de pessoas importantes e consideradas no meio.
Reparem na frase: "Este país chegou a este estado porque as pessoas sérias, honestas e capazes não participaram activamente, nas decisões do País."
A afirmação está correcta. Só que está a ser proferida pela pessoa errada, que a usa indevidamente, e sem ter legitimidade e sentido ético suficiente para a poder usar com inteira seriedade. Toda a gente que passou pelos partidos sabe, que o poder anda por aí na mão de meia dúzia de militantes mais influentes. Mas nem toda essa gente usa essas fragilidades dos aparelhos partidários através de artimanhas pouco recomendáveis, porque têm vergonha na cara, pudor e honradez. Quem não traz esses valores consigo, deita a mão a tudo o que vê e não vê.
A concelhia do CDS de Abrantes, no meu mandato foi uma entidade com bom nome e com as práticas mais responsáveis e de seriedade a toda a prova. Estavam na Mesa da Assembleia, o Sr. Délio Madaíl e o Sr. Fernando Taborda, dois honrados comerciantes do nosso concelho e senhores de uma honorabilidade notável e exemplar. Esteve na minha apresentação de candidatura em 2005, o presidente do Partido, Dr. José Ribeiro e Castro, e o grande industrial nascido no Souto, o meu amigo João Pimenta [ o célebre Jota Pimenta]. Fui candidato em 2005 por um convite inesperado da direcção do CDS, que fora levada para uma coligação subserviente com o PSD pela mão irresponsável de uma sucessão de presidentes concelhios, desde António Castelo Branco, Tenente Burguete, a um Felizardo Guerra e acabando no Dr. Joaquim Ribeiro, a quem coube a inglória situação, de um dia e quando menos o esperava, ser abandonado pelo PSD, a dois meses das autárquicas de 2005.
Mas esse "despedimento" do CDS iria ser fatal à comissão de candidatura de Pedro Marques do PSD. Aqueles 33 votos que lhe faltaram para eleger o 3º vereador foram culpa dessa gente que se envolvera com a candidatura de Pedro Marques, para a capturar em nome de interesses mercantis muito pessoais e cínicos e a manipularem, a seu belo prazer. Em 2004, já haviam apontado o caminho a Pedro Marques, impondo-lhe as condições que ele aceitou, sedento de fama e glória. Armando Fernandes à frente da concelhia PSD foi de uma fragilidade política e de uma subserviência aos investidores capitalistas da terra, que até meteu dó. O CDS acabou por ficar com esses 33 votos. Culpa de Pedro Marques e do PSD. Não tinham que ser soberbos e dispensar dois nomes do CDS: Joaquim Ribeiro e Ângelo Costa. Perderam 33 votos para o PSD irresponsavelmente.
Peguei no que restava da Concelhia em 2007, quando estava alguém de Constância para a dirigir, como se já não bastasse termos um presidente de câmara e um vice-presidente da Beira Alta, mais um Armando Fernandes, de Bragança no PSD, mais um Carlos Arês na Assembleia Municipal vindo do Gavião.
Era mais um atestado de menoridade política passado aos abrantinos, e desta vez no CDS. Não me lembro de algum desses industriais tão afamados na terra e alguns militantes do CDS virem dar-me apoio e o voto, quando eu estava a defender o CDS de Abrantes de mãos usurpadoras e estranhas à terra. Vasco Matafome que tinha ajudado a "enterrar" o CDS, servindo-se dele na Assembleia Municipal, prosseguia cá fora, a dizer-se do PSD e a disputar a concelhia PSD, sem renunciar ao lugar de deputado municipal do CDS. Bem prega Frei Tomás. É caso para perguntar, onde estava a seriedade dessa actuação? Se é com essa duvidosa seriedade, que o abona agora à frente do CDS distrital?
Peguei no CDS e passou a ser esse partido a marcar a agenda política em Abrantes e a ter as grandes propostas de utilidade e estratégia mais arrojadas. Claro que hoje, há quem diga ao lado do novo líder, que "passado é passado". Assim lhes convém.
Na campanha do CDS de 2009, lá estive no grande jantar da Cascata com Paulo Portas e Nuno Melo. Paulo Portas como líder, veio quatro vezes a Abrantes em 2 anos e Ribeiro e Castro, líder do CDS na altura, já havia vindo uma vez, precisamente, em 2005. Secretários gerais e secretários gerais adjuntos vieram vezes sem conto. Hoje fingem esquecer essas situações. Assim lhes convém!
Na apresentação da minha candidatura em 2009, lá tive Eduardo Margarido, Fernando Simão e a Mandatária D. Natália Estrela Maggiolli Gouveia. Num momento de desnorte Eduardo Margarido e Joaquim Ribeiro instrumentalizados pelo Engº Marçal, - duas das figuras políticas e do aparelho do PSD, cuja actuação foi das mais negativas que Abrantes conheceu, pois deiram à rua a possibiliodade do PSD ter continuado com Humberto Lopes e Ant]onio Roseiro a blindar Nelson - acabaram por ir nas minhas costas tentar uma coligação com o PSD. Uma tentativa falhada. Acabaram ambos fora das minhas listas. Queriam que lhes perdoasse. Nem pensar.
Percebem agora porque alguns senhores ditos importantes me olham de lado. Comigo, sempre a cortar a direito.
MAS voltando ao texto do novo chefe distrital do CDS, vejam ...
Vamos alterar esta maneira de ...estar, venham todos votar na Lista "A".
Vamos mostrar a quem critica, quem fez, e que se sente incomodado por não ter feito, que o País mudou, que não há margem nem lugar para eles.
Já mostramos em Abrantes do que somos capazes, vamos fazê-lo na Distrital de Santarém.
Queremos um CDS-PP mais forte, mais participativo, onde todos os militantes são importantes.»
"Passado é passado" diz um, mas há quem na lista critique esse passado!
" ...o País mudou, não há margem nem lugar para eles" - a seguir apelou: "conto contigo Margarida!"
" não há lugar para eles" - mas a seguir apelou : queremos um CDS mais participativo, onde todos os militantes são importantes."