Enquanto sobravam votantes na concelhia do CDS, e só quatro em mais de 45 candidatos disseram "gostar", respondendo no facebook ao apelo para se inscreverem para trabalhar pelo CDS nos debates preparatórios do aludido congresso distrital, ABARCA traçava com grande profundidade de análise - facto que muito me apraz registar, pois devo confessar que há muito que não lia um número tão interessante, destacando ainda a entrevista soberba do presidente socialista da Câmara Municipal da Barquinha, que lá conseguiu elevar o nível das actividades escolares - o qual negro que se prevê venha a ocorrer na região.
Se nada se fizer, e quando autarcas evoluídos no PS, como Miguel Pombeiro, da Barquinha, não vão aparecer mais, pelo menos tão depressa, o quadro apontado pelo jornal d`ABARCA pode mesmo tornar-se realidade.
Todavia, não comungo desse pessimismo. Um pessimismo que a vitória da lista A do CDS mais poderá ter adensado, se essa equipa alguma vez se aguentasse na ribalta distrital por muitos meses. Não tarda nada e estão todos de candeias às avessas.
Mas voltando à notícia da ABARCA - um apontamento jornalístico muito credível como introdução a qualquer debate sobre a região, quando houver pessoas responsáveis, daquelas que não fogem ao debate e ao confronto aberto - chocou-me profundamente verificar que em 2021, poderemos não ter nenhum jovem com menos de 14 anos no Carvalhal (Abrantes), na Amêndoa e nos Envendos,( Mação), e entre 4 a 7, em S. João do Peso (Vila de Rei), Souto (Abrantes) e Margem e Atalaia, no Gavião.
E em tudo idêntico, no caso dos jovens entre os 15 e os 25 anos, com com 13 freguesias do zero aos nove jovens.
Com este panorama, o distrito só tem que apontar novas directivas com gente experiente e empreendedora. Não serão os omissos e os abstencionistas dos braços cruzados de há dezenas de anos, que agora ao verem-se carecas, descobrem um estranho apetite pela política.
Já em 2009 - é um passado que estava já muito avançado para a época, como agora se vai percebendo com outros olhos de ver - deixava antever uma série de oportunidades perdidas. O chamado "CUSTO de OPORTUNIDADE" está agora a surgir por todos os lados e com uma crueldade que poucos imaginavam ou quiseram acreditar durante a campanha de 2009.
Não é mais tempo de aprendizes de feiticeiro. Até ao final do ano, muita água irá correr debaixo das pontes.
Anotei com interesse a parceria com a Fundação EDP, que aludia o autarca da Barquinha. E pensar eu, que tão mal tratado fui - até por ignorantes dentro do CDS local - quando falei da parceria da EPAL, Águas de Portugal e quiçá EDP, todas a tutelarem as enormes potencialidades da Albufeira do Castelo de Bode, quando em Março de 2011 apontava para a preservação ambiental das florestas que ladeiam os 60 kms de margens ribeirinhas, só na área do norte do concelho de Abrantes.
Até me revolta e dá-me ganas ver analfabetos a comentarem as minhas propostas pou a relegá-las para trás das costas. Como é que pode haver tanta ignorância em tão alta escala e em perigosa concentração explosiva, por Abrantes e redondezas.
Foi muito azar o nosso!
