Uma barragem abaixo do Castelo de Bode para suster as cheias do rio Nabão que escapam ao poaredão dpo Castelo de Bode, quando Abrantes tem uma margem até bem perto de Constância - Martinchel ( com ligações a Vale da Figueira, Casal da Serra, Brunheirinho, Vilelas, Lagoa), também nunca foi tema que víssemos ser discutido juntos dos governantes e eleitos municipais.
Estranho que havendo uma Pegop, muito se discutam as torres e se esqueçam as hídricas.
Estranho que apesar de tudo e contra todos, tenha sido a própria empresa construtora do açude, quem aparece depois de 8 anos às voltas com o projecto que discutiu e preparou no Aquapolis. uapolis, a propôr precisamente, a mini hídrica no açude.
Estranho que por unanimidade do executivo camarário, no dia 11 de Setembro se tenha desvalorizado a proposta da empresa que construiu o açude, em relação à mini hídrica, para daí a 15 dias a Câmara e pela mesma unanimidade revogasse o despacho desfavorável anterior, dando o dito por não dito, mostrando agora um despacho unânime a favor da mini hídrica, com um despacho apolegético, mas algo patético, pois achava a ideia espectacular, embora só admitisse a hídrica, desde que esta não interferisse com o açude insuflável. Não se percebe muito bem como é que havendo uma hídrica, se podia ao mesmo tempo manter o açude insuflável.
Entretanto, a seca mostra-se ameaçadora. Mas se chover bastante, a maior parte da água irá perder-se a caminho do mar.
Al Gore, bem pode continuar a malhar em ferro frio. E a elite esclarecida e servil ao ideal dominante, que continue a olhar para o próprio umbigo.
Não era suposto ao fim de 33 anos - a vida de Cristo - já haver doutrina e projectos para espalhar pelo concelho. E quem diz barragens, açudes diz florestas com os donos integrados, diz acessos à albufeira do Castelo de Bode, quando a maioria dos municípes talvez nem visite o Castelo de Bode uma vez por ano. Assim como há muitos municípes que nunca visitaram a maioria das freguesias do próprio concelho.
Afinal, o que correu assim tão mal nestes 33 anos, para ainda hoje, estas coisas tão simples e tão directas, parecerem uma coisa do outro mundo? Isto assim nestes pressupostos, pode mesmo abonar a favor do concelho?
É que oiço falar de muitos protocolos, do QUERN e de colóquios a preencherem muitos eventos quando depois tudo se resume, a pouco mais de nada. Nada!
Parafraseando Alan Weisman, no protesto da octogenária aldeã Zápara da Amazónia, diria também: " quando ficamos reduzidos a comer (do que OS NOSSOS ANTEPASSADOS CRIARAM), o que nos resta?
Depois de tantos milhões e tantas obras, nada resta para poder manter os abrantinos por cá, então será bom pensar que Abrantes ainda poderá virar um terreno onde pelo meio de ervas secas corvos e ratazanas se caçam uns aos outros, como no livro de Weisman.
Veja-se o que surgem nos media locais. Pouco ou nada sobre a vida económica efectiva dos fregueses e dos munícipes. Apenas, professores, culturas, livros e propaganda. Isso é muito pouco e escapa à maioria das pessoas. O que incomoda imenso.