Revejam estes exemplos caricatos e pedantes:
«A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), acusa o Governo de tentativa de ingerência na autonomia do poder local. A autarca socialista considera “intolerável” que as admissões de pessoal nas câmara passem a carecer de autorização do Ministro das Finanças.
A autarca (...) considera que a gestão deve ser livre. “Somos nós que dizemos como é que o dinheiro se gasta. Trata-se de uma ingerência naquilo que é a autonomia do poder local”.
O município de Vila Franca de Xira reduziu no último ano o endividamento em cerca de 10 milhões de euros, o que lhe dá logo o direito a apontar o dedo à Madeira, ao dizer:
“O município de Vila Franca de Xira não tem nada a ver com as dívidas da Madeira"...
...Uma autarca que acaba ( só agora!) de reduzir em 10 milhões de euros a sua despesa, não parece ter já adquirido um estatuto credível ou grande autoridade moral para apontar o dedo à Madeira, quando esta tem a seu crédito, o atraso de 500 anos "colonialistas", e o facto da Madeira ser a 2ª potência turística do país.
O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas considera que o modelo proposto pelo Governo vai ditar “o fim lento do que é o poder local”.
E pasme-se, tudo isso só, porque levaria à perda de “nove ou dez” das actuais 17 freguesias, à redução de 13 para três chefes de divisão na câmara municipal e à passagem do executivo de sete para cinco elementos, dos quais apenas o presidente e dois vereadores a deterem pelouros.»
ACRESCE a esta ASSOMBROSA e PATÉTICA CONCLUSÃO, do autarca da camara de Torres Novas: «a junção de freguesias vai fazer desaparecer “o único elo de ligação do cidadão com o Estado”, já que “é na pessoa do presidente de junta que as pessoas ainda se revêem para resolver problemas” de toda a ordem.»
O autarca apenas concorda com o fim das freguesias urbanas, onde reconhece existir “duplicidade”.
Enquanto estas mentalidades existirem, - e vingarem com impacto negativo sobre a desmobilizada cidadania, por força das ditaduras camarárias - os portugueses não podem mais ter a leve esperança, de verem a crise deste país ser irradiada de vez.
(continua no post 4.203)
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