Companheiro Paulo Portas, todas as lideranças têm um fim.

ALDEIA de MATO e SOUTO com a sua "UNIÃO" tem o caminho aberto para serem a MAIOR e MAIS PROMISSORA FREGUESIA do CONCELHO de ABRANTES. Basta saber livrar-se uns "certos jumentos" da canga autárquica...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

4.252 - Os erros de análise da vereadora

Podia não falar no assunto. Podia por sobranceria ignorar a exposição da vereadora Elsa Cardozo, como de resto fazem os outros vereadores, que se dizem muito democratas e amigos de Abrantes e dos abrantinos, que nunca escutam ou atendem.
Todavia, acontece que há interesse em falar do tema, em termos de valorização da cidadania e do futuro do concelho. Daí, achar por bem colocar algumas reticências na perspectiva que a vereadora ainda mantém sobre a interpretação da cidade, sem atender à evolução económica, social e urbanística operada desde os anos 60 e 70. No fundo sem ligar à história. E Economia Política não pode ser analisada sem se ponderar nas transformações e nas condicionantes históricas.

Disse a vereadora: ««Abrantes foi uma cidade que cresceu e se desenvolveu no cimo do cabeço à volta do seu castelo.



Nos anos 60 e 70, aquilo que a senhora presidente hoje chama centro histórico era o centro nevrálgico da cidade de Abrantes, populoso, prenhe de serviços (escolas, hospital, serviços públicos, etc) e com um comércio pujante e atractivo, onde afluíam em massa as populações dos concelhos vizinhos para fazer compras e tratar de negócios.»

Todas as cidades ficaram irreconhecíveis, desde as décadas de 60 e 70, não só no país como por toda a Europa. Não quer dizer que ficassem melhores. Ficaram diferentes, porque tinham mesmo que passar a ser diferentes, face às imensas transformações de ordem cultural, económica e social.

O desenvolvimento que se foi fazendo à volta do Castelo, desde os Romanos, aos Mouros e a D. Afonso Henriques, e daí aos Almeidas, ao tempo dos franceses, à 1ª República não pode mais servir de modelo de desenvolvimento para os últimos trinta anos e muito menos, para depois do virar do milénio.

Acresce, que as autarquias nunca souberam, nem quiseram,  - nem havia predisposição administrativa, saber e querer para tal -  recriarem planos de urbanismo que tomassem o Castelo e o casco histórico como suporte de centralidade.
Dois aspectos se opuseram a esse bom ordenamento:

1 - A natureza específica e quiçá egoísta da propriedade privada, que toldava a mobilização desses mesmos terrenos envolventes ao casco histórico;

2- - A ideia criada à volta do estático e perigoso preconceito, de que tudo o que era antigo era "bom" e "urbanisticamente sustentável", quando muitos dos edifícios não respeitavam alinhamentos, nem ofereciam condições mínimas de habitabilidade, para que se pudesse operar uma recuperação e restauração condignas e funcionais, para as vivências da nossa modernidade.

E quando chegamos a este ponto, onde tudo o que é antigo é para manter, imediatamente, se conclui que estamos todos "encurralados". De repente, tudo se torna tão difícil, que tudo se perde...

Basta lembrar a falta de acessos auto ao Largo da Câmara e a muitas outras artérias para se temer pelo futuro do Centro Histórico. Mas ainda assim operarm-se transformações e recuperações em edifícios, que nos levam a questionar a coerência de projectos de restauro, em termos de habitabilidade e de funcionalidade, como no inócuo "Edifício Milho", um caso de erro urbanístico tremendo.
O "Edifício Milho" é uma aberração urbanística, que só a cegueira dos burocratas e a falta de coragem e de visão entre os técnicos e os administrativos autárquicos permitiu fazer o que se fez: uma grosseira inutilidade!

O Terminal Rodoviário, que Torres Novas sempre manteve no centro da cidade, acabou por ser "deslocalizado" para o extremo poente da cidade, sem atender à implantação do novo Hospital na encosta Sul. Esse erro urbanístico somado ao afastamento para o extremo poente de todo o Parque Desportivo, sem que se "explorasse" toda a valia funcional da centralidade do Vale da Fontinha, - reeditando inclusivé um novo viaduto, um pouco ao encontro do que  o arquitecto De Gröer havia planeado nos anos 40 - mais afastou a vivência do centro histórico.

O Parque Desportivo nunca poderia ser implantado a um extremo tão longínquo, precisamente, no oposto das escolas Miguel de Almeida, Manuel Fernandes, e Solano de Abreu.  Esse foi outro erro grave.
Outra aberração urbanística foi deixar que o actual Pingo Doce, (anteriormente Feira Nova) se afastasse tanto da Ferraria, do antigo Quartel dos Bombeiros e do Hotel de Abrantes, quando anos depois, a própria Câmara já se prontificava a "ceder" 22.000 m2 para acrescentar aos 60 hectares da fantasiosa Clínica Ofélia de tão má memória.
Nesses 60 e tal hectares poderia ter sido feito quase tudo quanto a animação e a funcionalidade do centro Histórico necessitavam.
Resta acrescentar a tudo isso, aquele "buraco" do Campo do Barro Vermelho, tão mal arquitectado, para um Hotel, quando temos a zona de S. Lourenço especialmente vocacionada para a hotelaria. E a ligação de S. Lourenço à Albufeira pelo Paúl e a Estrada do Vale da Cerejeira, só por si capazes de reeditar em Abrantes e no centro do país, uma nova Zona Turística de excelência ecológica, em nada inferior ao que se vem fazendo com o Gerês.

Não basta falar da cidade à volta do Castelo. Era necessário manter com rasgo visionário a continuação da necessária centralidade citadina, através valorização da dinâmica ininterrupta, que não esquartejasse a cidade e a deixasse perdida e ao Deus dará...



 

  

BLOGUE PICO do ZÊZERE ABT

INICIADO em 27.10.2007

Nos idos de 1970 torneios sem subsídios mas muito amor e suor...

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Equipa de futebol do Souto, c/ João Pico a capitão da equipa ( 2º em cima à esqª.)

É esta a obra que Sócrates inaugurou e depois mandou "AFUNDAR"...

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Paulo Portas e João Pico vendo o Parque Ribeirinho...

O Urbanizador foi mesmo a Câmara, acreditem!...

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Alta tensão sobre Urbanização Municipal nas Arreciadas

Fados no Rossio ao do Sul do Tejo, ontem no Jantar dos Lyon`s de Abrantes

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Nuno Pico acompanhado à guitarra por Alfredo Gomes e na viola José Mário Moura

CIDAS, em 1975,a água de REGA no SOUTO - 10 anos antes da água dos SMAS! FUI um dos FUNDADORES!

CIDAS, em 1975,a água de REGA no SOUTO  - 10 anos antes da água dos SMAS! FUI um dos FUNDADORES!
E desafiei o então presidente, Engº José Bioucas a ir à albufeira do Castelo de Bode connosco buscar água para a freguesia e para ABRANTES. Só que o Engº riu-se... E só em 2001 é que lá foram à albufeira... Tive razão antes do tempo...

Nascido e baptizado no Souto, comigo não há dúvidas de que sou do Souto de Abrantes

Nascido e baptizado no Souto, comigo não há dúvidas de que sou do Souto de Abrantes
Retábulo da Matriz do Souto onde João Pico foi baptizado

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