Porque nos deram mapas mal desenhados e proibiram-nos de usar lanternas.
Mapas mal desenhados: o acesso da A-23 à cidade continua a ser o mesmo, - com a estrada num desfiladeiro tenebroso do vale da Abrançalha direito ao Vale Roubam e a contornar até à exaustão o Quartel de Cavalaria - um percurso muito pior do que o trilho usado pelo D. Nuno Álvares Pereira quando se escapou de Abrantes numa madrugada, de Agosto de 1385, desiludido com a cobardia dos nossos nobres reunidos no Castelo a prescreverem o pior dos cenários, caso seguissem o Condestável do Reino, para dar luta aos Castelhanos.
Claro que à última hora, o Mestre de Avis e a Ala dos Namorados correu para Leiria atrás do Condestável - um grande líder! - e contra todas as probabilidades matemáticas, afinal foram encontrados gatos pretos nos quartos pretos: aconteceu ALJUBARROTA!
E só à conta da padeira, foram aviados uns tantos castelhanos à saída do forno...
E só à conta da padeira, foram aviados uns tantos castelhanos à saída do forno...
Em Abrantes, centenas de professores e milhares de alunos, - claro que pareço osbtinado contra os docentes, mas não gastamos com a educação uma das mais grossas fatias da nossa despesa pública, e não é lá que se estuda e nos deviam preparar para as dificuldades do mundo, cá fora?! - nunca se predispuseram para fazer ver aos autarcas, que a cidade de Abrantes nunca terá centralidade e poder de atracção algum, enquanto não tiver como acesso principal da A-23, um nó verdadeiro digno, que nos amarre à cidade e nos concentre a todos. Esse espaço existe entre o Alto da Srª da Luz, o Paúl e toda a vasta planície da Samarra, com a área industrial, Alferrarede e a Chainça a um lado e S. Lourenço e o Parque Desportivo ao outro, e com o Castelo e o centro histórico como pano de fundo.
Aí sim, o CASTELO de ABRANTES deixa-se ver por todos os visitantes. Não há outro postal convidadtivo e evocativo como esse.
Ora, esse novo mapa nunca foi sequer pensado e muito menos amadurecido, em 36 anos do chamado Poder Local.
Por isso, este Poder Local que podia ser muita coisa, para mim, é uma feira de vaidades, onde uns cínicos nem precisam de dizer nada de interessante e motivador para a nossa municipalidade, para logo uns amigos sopararem por todos os lados, os mesmos elogios estúpidos de sempre.
UMA GRANDE MERDA!
UMA GRANDE MERDA!